11 janeiro 2008

tic...tac...tic...tac...

Eu tava com uma vontade dizer umas coisas, mas acho que é só porque ando meio à flor da pele (que até Brothers & Sisters me faz chorar). E fiquei aqui olhando pra esse retângulo branco especialmente separado pra eu dizer essas coisas. Não é como olhar pro papel muito branco branquíssimo com a caneta na mão. Não é a mesma sensação. Não que faça a vontade ir embora, mas hesitar faz lembrar que é um perigo muito grande a gente dizer essas coisas, assim, quando elas querem se fazer ditas. Calei! Continuei com vontade, escrevi qualquer coisa, não disse nada.
Com o tempo que passava enquanto lutava aqui contra mim mesma, fiz o tic...tac... do começo e achei muito musical (se vc tentar de fato manter o mesmo ritmo ao apertar cada tecla, num compasso ternário muito regular). Às vezes eu acho que o melhor que nos acontece é uma ocasião sobre a qual valha a pena escrever. Às vezes eu acho que é bobagem esperar por elas, as ocasiões. Aliás, eu acho que é bobagem esperar. A gente tende a dobrar a coluna, cruzar os braços, amolecer mesmo. Aí diz que tá esperando por qualquer coisa, pra ter desculpa de estar ali parado. Acho mesmo que isso é muito feio!
Quando eu vejo essas feiuras da gente, eu tenho vontade de fazer o contrário, então, se não ficar parado, mexer, claro! Pra onde? Fico parada de novo, pensando muito. Querendo que alguém diga pra mim. Querendo que alguém diga pra onde eu quero me levar! É muito difícil isso de decidir. Porque eu decido e não quero achar que tava errada. E demora mais ainda pra retomar o rumo.
A Mazu sempre disse, sempre me avisou, eu achava que era brincadeira... Não é! Eu sou burra!!!