03 outubro 2006

I've a got a feeling, a feeling deep inside...

São raros os meus dias que não se encerram me deixando vários pensamentos e, com eles, várias músicas na cabeça, mas hoje me veio uma música que há tempos não me dizia nada... Quer dizer, eu sempre gostei dela e do que ela diz, mas ela nunca mais tinha vindo martelar na minha cabeça. Aí resolvi tentar mandar embora por aqui, já que não quero achar que ela esteja mesmo querendo me dizer alguma coisa. Pra ajudar, não sei a letra toda, então vou justamente colocar a parte que não me larga.

You're running and you're running and you're running away
You're running and you're running and you're running away
You're running and you're running but you can't run away from yourself

(acho tão mais enfático escrever as três vezes que dizer, simplesmente, "3x"... aí sim dá pra passar a aflição de estar tentando, tentando e não conseguir)

You must have done something wrong
Said you must have done something wrong
Why you can't find the place where you belong?

Já vou aproveitar pra, junto com esta aqui, colocar um trechinho de uma música que acompanhou minha tarde depois de uma notícia triste (mais triste pra mim que pro "noticiador", mas...)

There's a place for the baby who dies
And there's a time for the mother who cries
And she will hold him in her arms some time
Cause nine months is too long, too long, too long...

And I kept thinking, será que só nove meses são longos assim, será que cinco não são significantes? Nem três, nem dois? Será que todos nós não tivemos que começar sendo um cisco, um grãozinho, um nadinha? Claro que tivemos! E isso não torna importante todo começo? Todo dia, todo minuto?
Será que está na hora de eu dar menos crédito pra essa bendita raça humana ou será que eu continuo acreditando que vale a pena plantar, regar, podar pra colher um dia, pra meu filho colher um dia ou pros filhos do meu filho, contanto que chegue, enfim, o dia em que as pessoas se verão como iguais, pequenos e grandes, pretos ou não, jovens ou não, com ou sem cabelos (seja de que cor forem), brincos, tatuagens, mãos e braços.
Será que ainda faz sentido escrever cartas à mão, ou ainda, esperar receber respostas também assim redigidas? Acho que não, mas quero mesmo achar que não sei, que não tem resposta, que muitas pessoas ainda valem a pena e que estão, todas elas, bem junto de mim! Mas não sei...