16 maio 2008

"And who the cap fit, let them wear it"

"Man to man is so unjust
Children, they don't know who to trust
Your worst enemy could be your best friend
And your best friend, your worst enemy
(...)
Only your friend knows your secret
So only he could reveal it
And who the cap fit, let them wear it"
(Bob Marley)


Esse mundo é uma caixinha de surpresas pra mim e eu fico sempre me perguntando quão burro é confiar. Sempre tem aquelas pessoas em quem a gente acredita poder confiar meio que por achar que a pessoa tem a consideração de perceber que a gente confia e, portanto, não vai fazer sacanagem nenhuma, né? Mas, nas verdade, me parece que a gente confia já contando com a consideração do outro, mas ela vem (viria) da confiança e aí está a falha porque se uma depende da outra nenhuma vem primeiro.

Enfim, aconteceu de eu me tocar que três das coisas mais sérias da minha vida (não necessariamente positivas, vejam bem) aconteceram """"""""""contra a minha vontade"""""""""", mas porque eu confiei (nas pessoas erradas, evidentemente). E é aí que a burrice entra com os dois pés no peito de uma cidadã (burra) como eu! Quem mandou eu confiar?! Eu parti da consideração que ainda dependia da minha confiança pra existir e foi assim que aconteceu. Não é burro mesmo? Não dá uma certa raivinha ter vontade de nunca mais confiar em alguém e saber, burramente, que vai cedo ou tarde acabar confiando?

Sei lá, eu agora tô com aquela sensação péssima de quando você conta um segredo muito segredoso pra alguém e a pessoa idiota repassa bem pra quem não podia! Aí você fica buscando alguma boa explicação pra ter contado aquilo pr'aquela pessoa. Meio se sentindo traída pela pessoa, meio pela própria (no sentido possessivo) inteligência.